ACESSÍVEL
- Juvidaleve

- 25 de mai. de 2020
- 2 min de leitura
A palavra é: ACESSO! E vai além. .
A palavra é: DIREITO - ou deveria ser!
Em agosto de 2020 completarão 22 anos do meu acidente de carro. Acidente esse que poderia ter me tirado a vida. O que seria trágico demais, até porquê, nem sei se meus lindos filhos nem existiriam hoje.

Eu não teria vivido as histórias de amor que vivi, nem viajado, ido e vindo para onde eu quisesse! Perder a vida em um acidente me tiraria o direito de IR e VIR, mas eu não estaria aqui para me sentir privada desses direitos.
Agora pensa comigo: e se eu tivesse me tornado cadeirante após o acidente? Como seria minha vida hoje? Depois de lutar para sair viva do hospital, fazer muita fisioterapia, ter superado algumas cirurgias e por fim, me tornasse cadeirante. Eu, mesmo viva, teria os direitos de ir e vir garantidos?
Esses dias me deparei com esse sentimento e senti uma enorme empatia com as pessoas com qualquer tipo de “limitação”, e que, não por essa razão estão limitados! Mas alguém os está limitando. O Estado limita quando não garante o direito! E todos somos cumplicidades ou participantes, pelo menos expectadores de algo que parece uma história contada e não uma realidade!
É real!!! Há um mundo quase a parte, de pessoas que têm as mesmas capacidades que todos, mas que não tem acesso como a maioria. Não tem direito de ir e vir.
Fingimos que eles estão ali e é responsabilidade deles, se virarem para ter acesso. É tudo mal feito nesse sentido. Rampas “pra inglês ver”, que não não acesso a nada! Obras feitas com descaso de quem não tem empatia e ignora a dificuldade por que não se trata da SUA própria necessidade!
Vamos dar um olhadinha para lado, para a necessidade do outro e vamos todos lutar por um mundo mais acessível. Vamos também nos tornar mais acessíveis aos outros humanos. Somos humanos! Lembre disso.
Sem acessos reais, sem o direito garantido, a cadeira de rodas, nem precisaria ter rodas! Pense nisso!
(Juliana Vidal)



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